Por Nilton Cesar Santana | 16 de junho de 2026

Filho preso após matar pai servidor da PCGO para ficar com caminhonete em Goiás (Foto: Redes sociais e PCGO)
Um caso que abalou Goiás e provocou forte repercussão nas redes sociais ganhou novos desdobramentos após a divulgação de detalhes da investigação da Polícia Civil. Flávio Lourenço, conhecido em círculos evangélicos por mensagens religiosas e pregações, é acusado de matar o próprio pai, João Lourenço de Oliveira, servidor da Polícia Civil de Goiás (PCGO), em um crime que, segundo a investigação, teria sido motivado por interesses patrimoniais. Além da atuação no meio religioso, o investigado também teve passagem pela política local, tendo sido candidato a vereador em Bela Vista de Goiás pelo Partido Progressistas (PP).
De acordo com a Polícia Civil, João Lourenço, de aproximadamente 64 anos, desapareceu antes de ser encontrado morto. A investigação aponta que o filho teria confessado participação no crime e relatado detalhes do homicídio durante depoimento oficial às autoridades.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de informações de que, pouco tempo depois do assassinato, a caminhonete da vítima — uma Toyota Hilux — teria sido colocada à venda. Segundo informações divulgadas pela imprensa goiana, o veículo foi anunciado nas redes sociais com a frase “pegamos em herança”, expressão que passou a circular amplamente após vir à tona durante as investigações.
A polícia trabalha com a hipótese de que o homicídio tenha sido planejado para facilitar a obtenção do veículo e de outros bens da vítima. Informações preliminares indicam que houve desentendimentos familiares envolvendo dinheiro e a negativa do pai em atender pedidos financeiros do filho, embora todos os detalhes ainda estejam sendo oficialmente apurados.
A repercussão do caso também ocorre pelo fato de o acusado ser apontado por conhecidos como alguém ativo no meio religioso. Vídeos e registros nas redes sociais mostram Flávio compartilhando mensagens de fé, reflexões bíblicas e participando de atividades ligadas ao universo evangélico, algo que gerou intenso debate nas redes sobre a diferença entre imagem pública e comportamento privado.
Além do principal investigado, outras pessoas também passaram a ser alvo das investigações. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, suspeitos foram presos por possível participação na ocultação do cadáver, receptação e negociação do veículo da vítima.
Apesar da gravidade das acusações e das informações divulgadas pela polícia, o caso ainda tramita na esfera criminal e o investigado terá direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme prevê a legislação brasileira.
O episódio reacende uma discussão pública sobre a distância entre imagem social e comportamento privado. Religião, atuação política ou exposição pública não representam garantia de integridade moral nem afastam a responsabilização diante da lei.
O Demolidor de Mitos seguirá acompanhando o caso e trará novas atualizações conforme o avanço das investigações e eventual manifestação da defesa do acusado.