Por Nilton Cesar Santana | 28 de maio de 2026

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Um caso ocorrido em Santa Catarina segue sob investigação e reacende o debate sobre conflitos envolvendo barulho de cultos religiosos e episódios de violência registrados em via pública.
O episódio aconteceu no dia 18 de maio de 2026, em Balneário Camboriú, e teve como vítima o morador Tiago Alves, pai de uma criança autista de 9 anos. Segundo ele, a motivação da reclamação era o volume excessivo do som vindo de uma igreja evangélica, situação que, conforme afirma, já se arrastava há anos.
Tiago relata que já teria registrado mais de 17 boletins de ocorrência relacionados ao barulho, que segundo ele afeta diretamente o bem-estar do filho autista e compromete a rotina da família.
O ponto mais grave da denúncia está na agressão registrada em vídeo. O morador afirma que a situação começou com uma discussão, mas rapidamente evoluiu para violência física.
“Até então, eu achava que ele tinha me acertado só uma vez e parado. Quando eu fui ver o vídeo, eu vi que ele continua a agressão, que eu sento e ele me dá mais um soco. Eu caio, já desacordado ali, e ele me dá mais dois socos”, relatou Tiago, descrevendo o momento em que perdeu a consciência durante as agressões.
Vídeo: Reprodução/Redes Sociais
Segundo a vítima, o suspeito não teve o nome divulgado oficialmente até o momento. A corporação confirmou que se trata de um guarda municipal que estava de folga no momento do ocorrido. Informações apontam ainda que ele seria membro da igreja ligada ao caso. O episódio segue sob investigação das autoridades competentes.
Em meio à confusão, testemunhas relatam que o agressor teria dito: “Você não pode impedir a obra de Deus”, frase atribuída ao momento da discussão e que agora também faz parte da apuração do caso.
As imagens da ocorrência circularam nas redes sociais e ampliaram a repercussão do caso, que agora é investigado pela Polícia Civil.
A igreja identificada como Assembleia de Deus Missão Avivlista (ADMA) afirmou repudiar qualquer ato de violência e declarou que o episódio não representa a instituição, sustentando que o som estaria dentro dos limites permitidos.
O Demolidor de Mitos questiona: quando episódios de violência emergem justamente no entorno de espaços que pregam a paz e a fé, até que ponto existe coerência entre o discurso religioso e a prática vivida na rua? Parece-me que o Deus neopentecostal é aquele do Antigo Testamento, que ordenava que seu povo dizimasse povos inteiros, matando bebês e levando virgens para a escravidão sexual.

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