Saiba Mais
DESPEDIDA SOB ALGEMAS! MÃE PRESA CHORA SOBRE O CAIXÃO DE OLIVER ENQUANTO PAI ASSASSINO É PROIBIDO DE IR AO ENTERRO NO RS
Home » Uncategorized  »  DESPEDIDA SOB ALGEMAS! MÃE PRESA CHORA SOBRE O CAIXÃO DE OLIVER ENQUANTO PAI ASSASSINO É PROIBIDO DE IR AO ENTERRO NO RS

Por Nilton Cesar Santana | 22 de julho de 2026

Missionário norte-americano D'andre Jermaine Grayson e sua esposa, Mayanna Angelina Rodgers, presos preventivamente — Foto: Reprodução/Redes sociais

VIAMÃO (RS) — A tarde desta quarta-feira (22) entrou para a história do Rio Grande do Sul marcada pelo silêncio pesado e pela indignação popular. Sob forte esquema de segurança e escolta armada, o corpo do pequeno Oliver Golden Grayson, de apenas 3 anos, foi finalmente sepultado no Cemitério Municipal Nossa Senhora da Conceição, em Viamão. A cerimônia fechada, restrita a apenas 10 pessoas e organizada pela prefeitura do município através do serviço de funeral social, pôs fim a duas semanas de angústia e trâmites burocráticos no Departamento Médico Legal (DML) de Porto Alegre.

O momento de maior tensão no cemitério ocorreu com a chegada da mãe do menino, Mayanna Angelina Rodgers, de 29 anos. Presa preventivamente por omissão e suspeita de participação na rotina de agressões e tortura, ela obteve autorização extraordinária da Justiça após ter feito o reconhecimento formal do corpo via papiloscopia. Acompanhada sob rígida escolta de agentes penitenciários, a mulher permaneceu cerca de 20 minutos no local, onde chorou e se despediu do filho antes de ser reconduzida à Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba.

Mão assassina barrada na cela

Enquanto a mãe recebia a permissão de 20 minutos sob custódia, o autor da tragédia permanecia trancado em uma cela do sistema prisional gaúcho. O missionário norte-americano D’Andre Jermaine Grayson, de 33 anos, pai da vítima, teve seu pedido de liberação sumariamente negado pela Justiça. O magistrado fundamentou a recusa no risco à integridade física do próprio investigado, dos agentes de escolta e dos presentes, dada a extrema comoção gerada pelo crime. Preso desde o início do mês após confessar ter espancado o filho brutalmente com socos e batido sua cabeça contra o chão porque a criança não lhe deu "bom dia", o agressor não teve direito de prestar homenagem ao filho.

Investigações e relatos apontam que o pai rejeitava empregos formais e mantinha a família em extrema vulnerabilidade financeira, sobrevivendo de doações e ajuda comunitária. A barbárie ganhou contornos ainda mais estarrecedores com os laudos da perícia médica. Os golpes causaram traumatismo cranioencefálico com afundamento de crânio e edema cerebral irreversível, além de um trauma contuso no peito tão severo que provocou o deslocamento físico do coração do menino.

Casa dos horrores e o grito de socorro dos irmãos

A morte de Oliver desenterrou o passado sombrio do casal de missionários, que já acumulava ocorrências por maus-tratos enviadas pelas polícias civis de São Paulo e Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, a investigação revelou um cenário perturbador em uma pequena casa de madeira sem portas no distrito de Águas Claras, onde os cômodos eram divididos apenas por panos. Os outros quatro filhos do casal, com idades entre 1 e 9 anos, usavam roupas compridas para esconder cicatrizes e eram orientados pelos pais a inventar histórias para justificar as marcas de violência.

Em depoimentos prestados ao Conselho Tutelar e aos psicólogos do abrigo para onde foram levados, os irmãos quebraram o silêncio e detalharam a rotina de terror praticada por ambos os pais. Além de surras com cintas e castigos sob pretexto religioso, uma das crianças apontou para as lesões na pele e fez a revelação estarrecedora: "Aquilo ali é a mordida que o pai dá. Ele morde a gente".

O adeus social e os desdobramentos

Sepultamento de Oliver Golden Grayson, de três anos; lápide ainda não estava com nome gravado — Foto: Arquivo pessoal; Reprodução/ RBS TV

Sem familiares no Brasil e com os pais encarcerados, o sepultamento social foi viabilizado pelo município. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que ouviu 11 testemunhas até o momento e acionou a Polícia Federal e a Interpol para apurar o histórico dos estrangeiros no exterior, deve concluir o inquérito no início de agosto. A investigação apura também possíveis falhas na rede de proteção do município de Viamão. Enquanto os quatro irmãos sobreviventes permanecem acolhidos em abrigo, o pequeno Oliver descansa em paz, longe do terror vivido sob o teto da própria família.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *