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MALAFAIA REAGE A CRÍTICAS SOBRE DÍZIMOS E OFERTAS E REACENDE DEBATE SOBRE PRÁTICAS BÍBLICAS
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Por Nilton Cesar Santana | 24 de maio de 2026

Em vídeo recente, o pastor Silas Malafaia demonstrou forte indignação ao rebater críticas direcionadas aos dízimos e ofertas nas igrejas. Em tom contundente, o líder religioso questionou o que chamou de “seletividade” dos críticos.

“Ninguém fala de quem gasta dinheiro com futebol, cigarro, bebida alcoólica ou prostituição, mas quando alguém dá dízimo ou oferta, o pau canta.”, declarou o pastor.

A fala rapidamente repercutiu nas redes sociais e reacendeu um antigo debate dentro e fora do meio evangélico: afinal, o dízimo é uma prática essencialmente cristã ou uma doutrina ligada ao judaísmo do Antigo Testamento?

Historicamente, o dízimo tem origem nas leis dadas ao povo de Israel e aparece em livros como Levítico, Números e Deuteronômio. Segundo os relatos bíblicos, o dízimo estava ligado principalmente à produção agrícola e pecuária — grãos, vinho, azeite e animais — e não ao pagamento em dinheiro para líderes religiosos.

Diferentemente do modelo mensal praticado por muitas igrejas atuais, estudiosos destacam que o sistema descrito no Antigo Testamento incluía contribuições anuais e um dízimo trienal destinado ao sustento dos levitas, órfãos, viúvas, estrangeiros e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com os textos bíblicos, o modelo do dízimo não funcionava como uma cobrança mensal obrigatória nem tinha como finalidade o enriquecimento de líderes religiosos. Críticos das práticas contemporâneas afirmam que o sistema atual se distanciou de sua proposta original. Já defensores argumentam que a contribuição financeira contínua seria uma adaptação necessária para sustentar templos, projetos sociais, missões e a chamada “obra de Deus”.

No Novo Testamento, Jesus não é retratado cobrando dízimo de seus discípulos nem estabelecendo uma contribuição fixa de 10% como regra para os cristãos. Embora mencione o dízimo ao criticar líderes religiosos de sua época, estudiosos observam que a referência ocorre dentro do contexto da lei judaica ainda vigente naquele período.

Outro ponto frequentemente levantado pelos críticos é o modelo financeiro da igreja primitiva descrito no livro de Atos dos Apóstolos. Segundo o texto bíblico, as ofertas eram compartilhadas para atender às necessidades da comunidade, especialmente pobres, viúvas e irmãos em dificuldades, com o objetivo de que “não houvesse necessitados entre eles”.

A discussão continua dividindo opiniões entre fiéis, líderes religiosos e teólogos. Enquanto defensores do dízimo afirmam que as contribuições são fundamentais para a manutenção das igrejas, opositores questionam se o modelo atual realmente reproduz o padrão bíblico ou se teria se afastado de sua finalidade original.

Qual é a sua opinião? O dízimo atual segue o modelo bíblico ou se tornou algo diferente ao longo do tempo?

Por Nilton Cesar Santana | 24 de maio de 2026

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