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Pregador da Assembleia de Deus é condenado a 31 anos por assassinato brutal de adolescente de 13 anos
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Por Nilton Cesar Santana
24 de maio de 2026 | 14h00

A Justiça condenou Douglas Pantoja Corrêa a 31 anos de prisão pelo assassinato da adolescente Bárbara Lira, de apenas 13 anos, crime ocorrido em 2014 no município de Parauapebas, no sudeste do Pará. A sentença foi definida após júri popular realizado nesta quarta-feira (20), encerrando um caso que chocou a cidade e mobilizou familiares da vítima por mais de uma década.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O julgamento se estendeu ao longo de todo o dia e terminou durante a noite, quando os jurados reconheceram a responsabilidade do réu pelos crimes de homicídio e estupro de vulnerável. Na época do assassinato, Douglas tinha 21 anos.

Após a leitura da sentença, o juiz responsável pelo júri determinou a prisão imediata do condenado. Douglas foi encaminhado à delegacia do município para os procedimentos legais e, posteriormente, transferido ao sistema prisional.

Em entrevista à imprensa, o delegado Thiago Carneiro relembrou a complexidade das investigações e afirmou que a condenação representa uma resposta aguardada pela família da vítima desde 2014.

Relação entre vítima e condenado

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Douglas Pantoja Corrêa mantinha um relacionamento com Bárbara Lira e ambos frequentavam a mesma igreja evangélica. Segundo relatos do caso à época, Douglas atuava como pregador na Assembleia de Deus.

As apurações indicaram ainda que o condenado não aceitava o fim do relacionamento e demonstrava ciúmes após a adolescente passar a se envolver com outra pessoa.

Na noite do crime, Douglas teria buscado Bárbara em uma motocicleta Honda Biz e seguido até uma área de mata conhecida como Morro dos Ventos, nas proximidades da Praça da Bíblia, onde o assassinato ocorreu.

O corpo da adolescente foi encontrado com sinais de violência sexual e múltiplas perfurações causadas por faca, principalmente nas regiões do pescoço e tórax.

Durante depoimento prestado ainda em 2014, Douglas confessou ter mantido relação sexual com a vítima antes do homicídio. Como Bárbara tinha apenas 13 anos, o ato foi enquadrado pela Justiça como estupro de vulnerável, crime julgado em conjunto com o assassinato.

Delegado Thiago Carneiro relata como foram as investigações / Foto: Ronaldo Modesto

Delegado Thiago Carneiro relata como foram as investigações / Foto: Ronaldo Modesto

Prisão ocorreu uma semana após o crime

Douglas foi preso cerca de uma semana após o crime durante uma operação da Polícia Civil. Os investigadores localizaram o suspeito em São Domingos do Araguaia, a aproximadamente 210 quilômetros de Parauapebas.

Segundo a investigação, ele foi abordado enquanto seguia para uma igreja acompanhado dos pais e não apresentou resistência à prisão.

A rápida elucidação do caso também ajudou a descartar suspeitas levantadas contra o então namorado de Bárbara, que chegou a sofrer ataques e acusações nas redes sociais antes da conclusão oficial do inquérito policial.

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