Por Nilton Cesar Santana 30 de maio de 2026

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Em entrevista ao Portal LCJ, proprietária afirma que cedeu residência para a “obra de Deus” no Amazonas, mas diz ter descoberto que imóvel foi negociado por R$ 60 mil sem sua autorização. Caso repercute nas redes sociais
Uma denúncia que vem causando forte repercussão nas redes sociais no Amazonas levanta acusações graves envolvendo líderes religiosos, confiança e uma suposta negociação imobiliária feita sem consentimento da proprietária.
A mulher identificada como Elcy Ara afirmou ter sido vítima de um suposto golpe envolvendo a própria residência, localizada no município de Itacoatiara, interior do Amazonas. Segundo seu relato, o imóvel teria sido emprestado a um pastor apenas para realização de cultos religiosos e para ajudar “a obra de Deus”, enquanto o líder ainda não possuía um templo próprio.
A proposta, segundo a denunciante, parecia simples: ajudar temporariamente um projeto religioso até que a congregação se estabelecesse. No entanto, conforme relatou ao portal, a situação teria tomado rumos completamente inesperados.
De acordo com a proprietária, ela precisou se mudar para Manacapuru, deixando a residência sob responsabilidade do pastor, acreditando que estaria colaborando com a expansão da igreja. Porém, com o passar do tempo, diz ter descoberto mudanças profundas no imóvel.
Segundo Elcy, a estrutura interna da casa teria sido alterada, parte do imóvel teria sido ocupada por familiares do líder religioso e, posteriormente, ela teria descoberto algo ainda mais surpreendente: a residência teria sido vendida.
A mulher afirma que jamais assinou qualquer documento autorizando venda, transferência ou negociação do imóvel. Ainda assim, segundo sua versão apresentada ao Portal LCJ, a casa teria sido negociada por R$ 60 mil para outro pastor da cidade, descrito por ela como alguém conhecido por possuir várias igrejas no município.
O que teria começado como um empréstimo para realização de cultos religiosos acabou se transformando, segundo a denúncia, em uma disputa pela posse do imóvel.
A situação ficou ainda mais delicada quando, segundo a proprietária, teria sido sugerido um acordo extrajudicial. Conforme o relato, ela teria recebido uma proposta de apenas R$ 2 mil para “encerrar o assunto” e evitar medidas judiciais.
Ainda segundo a denunciante, um dos pastores envolvidos teria alegado ter investido cerca de R$ 25 mil em reformas na residência e, por isso, só devolveria a casa caso o valor fosse ressarcido. Já o suposto comprador exigiria a devolução dos R$ 60 mil pagos para entregar o imóvel novamente à proprietária.
O caso passou a repercutir nas redes sociais e gerou indignação entre moradores da região, especialmente pelo fato de a denúncia envolver líderes religiosos e um imóvel que teria sido cedido em um gesto de confiança.
Nas redes sociais, diante do relato da proprietária, muitos passaram a resumir o caso com um velho clássico do sambista Bezerra da Silva: “malandro é malandro e mané é mané”. A frase, usada de forma irônica pelos internautas, surgiu após a mulher afirmar que emprestou a casa acreditando ajudar “a obra de Deus”, mas acabou, segundo seu relato, diante de uma suposta negociação do próprio imóvel sem autorização.
O Demolidor de Mitos ressalta que as acusações foram feitas pela proprietária em entrevista ao Portal LCJ e, até o momento, os citados têm direito ao contraditório e ampla defesa. Não há confirmação pública, até aqui, sobre decisão judicial definitiva relacionada ao caso.
Enquanto isso, uma pergunta segue ecoando entre internautas: quando alguém empresta uma casa para a “obra de Deus”, espera oração, louvor e culto — não uma suposta negociação imobiliária.
O Demolidor de Mitos acompanha o caso.

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