Por Nilton Cesar Santana — Salvador, BA | 22/05/2026 às 10h15
O caso de agressão contra uma operadora de caixa em um supermercado da rede Santo Antônio, em Luís Eduardo Magalhães (BA), ocorrido em 19 de maio de 2026, segue sob investigação e reacende o alerta sobre a gravidade da violência contra a mulher, especialmente no ambiente de trabalho.
A vítima, uma trabalhadora de 22 anos, foi agredida durante o expediente após um desentendimento no atendimento do caixa, inicialmente relacionado à reclamação sobre o manuseio de produtos e supostos danos a mercadorias.
O suspeito apontado é Marcos Sales, de 57 anos. Ele se apresenta como pastor de uma igreja independente, porém não possui filiação à convenção de pastores do município, que nega qualquer vínculo institucional com ele.
Segundo relatos iniciais, a discussão teria escalado rapidamente. O homem teria se exaltado, agarrado a vítima pelo queixo e desferido um tapa no rosto, além de proferir ofensas e palavras obscenas. Ainda conforme informações preliminares, ele teria afirmado que “poderiam chamar a polícia” durante a confusão, antes de a situação ser contida.
Em nota, a empresa responsável pelo supermercado Santo Antônio repudiou o ocorrido, afirmou estar prestando apoio à vítima e colaborando com as investigações. A rede informou ainda que as imagens das câmeras de segurança já foram encaminhadas à polícia, que deve utilizá-las para esclarecer os fatos.
Independentemente das circunstâncias alegadas, o ponto central é inegociável: não há qualquer justificativa para violência contra a mulher. O ambiente de trabalho deve ser espaço de respeito, segurança e dignidade, nunca de agressão ou intimidação.
Agora cabe às autoridades competentes a apuração completa dos fatos, com base nas provas, depoimentos e no devido processo legal, garantindo responsabilização caso as acusações sejam confirmadas.
Não à violência contra a mulher.