Por Nilton Cesar Santana | 27 de maio de 2026

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O pastor Ailton José Alves, presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE), e a própria instituição religiosa foram condenados pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) após decisão que reconheceu tentativa de silenciar e intimidar fiéis e denunciantes que apontaram supostas irregularidades ligadas a um abrigo de idosos mantido pela igreja.
Segundo a decisão judicial, o caso envolve denúncias relacionadas ao funcionamento do Abrigo de Idosos Pastor João Amâncio, no Recife. Conforme os autos, pessoas que procuraram órgãos competentes para relatar possíveis irregularidades passaram posteriormente a enfrentar medidas judiciais movidas pela liderança da instituição.

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O TJPE entendeu que houve uso inadequado do sistema judicial como forma de pressão contra os denunciantes, apontando tentativa de intimidação e constrangimento. A Corte concluiu que não foram apresentadas provas suficientes para sustentar acusações direcionadas às pessoas que fizeram as denúncias, determinando indenização por danos morais aos afetados.
Em meio à repercussão do caso, outra polêmica voltou a circular envolvendo a liderança da IEADPE: alegações sobre a remuneração do pastor presidente da instituição. Em registros judiciais e debates públicos já surgiram acusações de que os ganhos mensais do líder religioso poderiam chegar a R$ 200 mil, valor que, segundo as alegações, teria origem em dízimos e ofertas da igreja. No entanto, não há comprovação pública oficial do montante, e os valores atribuídos ao pastor não foram confirmados documentalmente.
A remuneração de líderes religiosos não é divulgada por órgãos públicos, e a igreja não se manifestou oficialmente sobre os valores citados. Até o momento, também não houve posicionamento público do pastor Ailton José Alves ou da IEADPE sobre a condenação imposta pela Justiça.
O caso ganhou forte repercussão no meio evangélico e jurídico por envolver uma das mais influentes lideranças da Assembleia de Deus no Nordeste e reacendeu debates sobre transparência, poder institucional e o direito de denunciantes apresentarem suspeitas sem sofrer intimidação.

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