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“Queima ele, Jesus”: Luana Piovani evoca fé de infância e detona pregação de Daniel Alves sobre prisão
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Por Nilton Cesar Santana | 15 de julho de 2026

Imagem: ChatGPT

A atriz Luana Piovani, de 49 anos, utilizou suas redes sociais para disparar duras críticas contra o ex-jogador Daniel Alves, de 43 anos, após a repercussão de declarações polêmicas feitas por ele sobre o período em que esteve detido na Espanha. Conhecida por não poupar palavras ao expor suas opiniões sobre figuras públicas envolvidas em controvérsias judiciais, a artista reagiu de forma incisiva a um vídeo do ex-atleta, publicando em seu perfil: "Queima ele, Jesus! Só o fogo do inferno é o merecimento desse cão". A manifestação de Piovani rapidamente viralizou, dividindo opiniões e reacendendo debates calorosos na internet.

O descontentamento e a indignação da atriz estão diretamente conectados à sua própria bagagem espiritual e religiosa. Criada sob os preceitos da Igreja Adventista do Sétimo Dia pela avó materna em Jaboticabal, no interior paulista, Luana Piovani tem uma forte base cristã que remete à infância. Ela costuma relatar com carinho as memórias de quando frequentava os cultos, participava de teatrinhos bíblicos na salinha das crianças e até enviava o dízimo de seus primeiros trabalhos, aos 14 anos, para a melhoria da comunidade local. Com esse histórico de fé pautado no lema "Deus é amor", a atriz — que recentemente se autodefiniu como uma "evangélica macumbeira" ao se aproximar de religiões de matriz africana — costuma se posicionar ativamente contra o que considera uma distorção ou mau uso dos discursos religiosos.

A crítica de Piovani expõe e dá razão ao combate contra o fanatismo e o extremismo que frequentemente permeiam os palcos do neopentecostalismo contemporâneo. Ao confrontar a fala de Daniel Alves, a atriz escancara o absurdo de uma narrativa que instrumentaliza a fé para lavar o histórico de crimes graves por meio de um suposto "testemunho de redenção". O discurso de Alves na Guatemala — onde tentou romantizar o encarceramento ao afirmar que era "mais feliz limpando o presídio por 113 euros" do que ganhando milhões no futebol — exemplifica a perigosa tática neopentecostal de criar espetáculos emocionais de "conversão" para desviar o foco da responsabilidade civil e da gravidade de atos de violência de gênero, transformando uma condenação por agressão sexual em um mero "testigo de provação espiritual".

O histórico judicial por trás da polêmica remonta a janeiro de 2023, quando Daniel Alves foi preso preventivamente em Barcelona, acusado de agredir sexualmente uma jovem de 23 anos em uma boate local. Em fevereiro de 2024, ele foi condenado a quatro anos e seis meses de detenção, mas conseguiu a liberdade provisória apenas um mês depois, após o pagamento de uma fiança de 1 milhão de euros enquanto recorria da sentença. Posteriormente, o caso teve uma reviravolta quando a Justiça espanhola anulou a condenação, sob o entendimento de que as provas apresentadas no processo eram insuficientes para sustentar a culpabilidade do ex-atleta.

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